BOAS VINDAS
Em primeiro lugar, quero que saibam que toda visita será bem-vinda, toda. E que este será um espaço para reflexão e discussão sobre os temas democracia e educação. E claro, podemos esticar o diálogo para outros assuntos, desde que tenham alguma relação com os temas, ok?
Em segundo lugar, gostaria que esperassem a página carregar, caso contrário, pode acontecer de não conseguirem ler os textos, porque o fundo fica muito claro...
No mais, fica o agradecimento pela visita!
Patricia Bastos
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
ÉTICA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE: discutindo as relações líquidas.

Paulo Freire
Para Zygmunt Bauman (2001), sociólogo contemporâneo, vivemos em um período líquido-moderno, que significa a pós-modernidade. Para o autor “os líquidos, diferentemente dos sólidos não mantêm sua forma com facilidade” (BAUMAN, 2001, p 08). Assim sendo, o mundo o qual estamos inseridos deixa escapar as relações reais, que são substituídas por relações que compensam vazios, provocados justamente pela cultura do consumo.
É preciso pensar em uma proposta social, pedagógica e filosófica que rompa com as regras pós-modernas que desumanizam a sociedade, amesquinhando a sua condição humana. É preciso, como supõe Fernando Savater, que nos contagiemos de humanidade, e isso significa dispensar as relações voláteis e insinceras, significa dispensar as práticas líquidas de um tempo que reserva o consumismo humano como herança de um período histórico que desapercebeu o sujeito como pessoa.
REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001;
VIEIRA, Taísa Chehab. Sociedade de consumo: a construção das relações a partir do contexto da pós-modernidade. 2009. Monografia (Curso de Psicologia) – Centro de Ciências da Saúde, Universidade Católica de Petrópolis, Petrópolis, RJ.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ, LUIZ...

O que esconde ou revela um sorriso? Que todos os homens nascem iguais, crescem diferentes e depois dos caminhos bifurcados voltam a se encontrar lá na frente? O que revelam sorrisos como estes acima? Que tudo vale a pena quando a alma se apequena? Ou o fim das ideologias, a convicção, de que no fundo todas as farinhas são do mesmo saco? O que revelam esses sorrisos que espantaram o país? São motivos de compreensão, apreensão ou repreensão? Os fins justificam os meios? Ou os meios levam aos mesmos fins?
sábado, 18 de julho de 2009
Fazia do seu timbre, o nosso recreio...

sábado, 27 de junho de 2009
Escola Pública!

Fonte - Slide integrante da defesa de monografia: BASTOS, Patricia Gonçalves. ESCOLA DEMOCRÁTICA: uma análise de discurso sobre o processo de democratização do ensino básico gratuito. 2009. Monografia (Curso de Pedagogia) - Centro de Teologia e Humanidades, Universidade Católica de Petrópolis, Petrópolis, RJ.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
DEMOCRACIA: um diálogo entre o pensar e o agir.

Por Patricia Gonçalves Bastos
A democracia só será revelada quando todos, homens e mulheres, puderem ter a liberdade de assumir os próprios interesses, lutar, autonomamente, por eles, respeitando a si, e ao outro, numa dimensão coletiva, sem perder a identidade individual, regada de valores de igualdade e solidariedade entre os grupos históricos, que formam um sugestivo “grupo-mor”: a sociedade.
Outra questão relevante, no que diz respeito à democracia, ao seu significado e à sua função é a cautela. Atualmente, os discursos políticos partidários, os militantes, a sociedade civil organizada, a classe popular, o Estado, os neoliberais falam e defendem, com freqüência, a democracia, embora cada grupo citado tenha interesses distintos, próprios de suas ideologias.
Coutinho (apud FÁVERO e SEMERARO, 2002) destaca uma interessante definição de hipocrisia: “Hipocrisia é a homenagem que o vício a presta virtude” (p. 12) e acrescenta:
[...] o fato de que todos hoje se digam “democratas” não significa que acreditem efetivamente na democracia, mas sim que se generalizou o reconhecimento de que a democracia é uma virtude. Mas atenção para a hipocrisia: com extrema freqüência essa palavra, ainda que dita com ênfase não significa, absolutamente aquilo que nós socialistas, nós de esquerda, entendemos por democracia e nem sequer significa aquilo que a história da humanidade e o pensamento político entendem por democracia. (p.12)
É por isso que os militantes de esquerda, os agentes participantes dos movimentos populares têm razão quando falam na construção de um novo mundo, que é negado, mas necessário e possível. Um lugar que nasça dos movimentos e lutas sociais, que seja escrito por homens e mulheres que fazem a nossa História, independente de etnia ou classe social. Que transcenda o globalitarismo excludente. Que a democracia seja vista, especialmente, como um processo e não somente como um valor.
Para concluir, faz-se necessário registrar o pensamento utópico e legítimo de Gentili e Alencar (2005):
Num calidoscópio de lutas que, com sua poesia, alimenta nossas esperanças por um mundo onde os seres humanos não se reduzam a meras mercadorias. Acreditamos na libertação que se intercomunica, que reconhece as estruturas onde está inserida para superá-las, que se imbui, da mística transformadora de um projeto militante e amoroso de resistência criativa, em todos os espaços e das mais variadas formas possíveis, inclusive nos ambientes escolares (p. 21).
Nesse sentido, deve-se dizer que a democracia só será real quando reconhecer o povo, quem lhe originou. Como se pode notar, com os argumentos aduzidos, é o povo que deve decidir, discutir, votar pra transformar o tempo histórico em que está inserido. É de extrema importância a compreensão de que somente a interação entre homens e mulheres, maiorias e minorias, a partir das idéias e decisões coletivas que nascerá a mudança de posições, o que leva à culminância democrática e que supõe possíveis ideais de instituição democrática.
Fonte: BASTOS, Patricia Gonçalves. ESCOLA DEMOCRÁTICA: uma análise de discurso sobre o processo de democratização do ensino básico gratuito. 2009. Monografia (Curso de Pedagogia) - Centro de Teologia e Humanidades, Universidade Católica de Petrópolis, Petrópolis, RJ.
